Cantor vira alvo do MPF após brincadeira de beijo com mulher em palco e contratos podem ser afetados; ASSISTA

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Cantor vira alvo do MPF após brincadeira de beijo com mulher em palco e contratos podem ser afetados; ASSISTA Foto redes sociais

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que o cantor Nattan apague das redes sociais os vídeos de uma “brincadeira” feita durante um show em Pernambuco, em que ofereceu R$ 1 mil para quem aceitasse beijar uma mulher com nanismo no palco.

A cena, que rapidamente viralizou, ocorreu durante a tradicional Festa de Agosto, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, no ano passado, e reacendeu discussões sobre capacitismo, termo usado para definir preconceito contra

MPF vê “capacitismo recreativo”
Em recomendação divulgada na sexta-feira (10), o MPF classificou o episódio como “capacitismo recreativo”. O órgão orienta que, além de excluir o conteúdo, o artista publique uma retratação reconhecendo o caráter ofensivo da conduta, independentemente de intenção.

O documento também sugere que o cantor passe a usar suas plataformas digitais para promover conteúdos voltados ao respeito à diversidade, incluindo a divulgação de materiais educativos e o apoio a campanhas de conscientização.

Possíveis implicações legais
Na avaliação do MPF, o caso pode se enquadrar como crime de discriminação contra pessoa com deficiência e até como discurso de ódio. O órgão ressalta que manifestações desse tipo não são protegidas pela liberdade de expressão quando envolvem humilhação ou incitação à hostilidade.

Além disso, o Ministério Público recomendou que a Prefeitura de São Lourenço da Mata passe a incluir, em contratos e editais de eventos, cláusulas que proíbam comportamentos discriminatórios por parte de artistas.

Relembre o episódio
Durante a apresentação, realizada em 2 de agosto de 2025, o cantor colocou a mulher no colo, a ergueu e chegou a lançá-la para cima diante do público. Em seguida, passou a oferecer dinheiro para quem aceitasse beijá-la.

As imagens mostram que, após recusas iniciais, um cinegrafista que trabalhava na transmissão do evento sobe ao palco e aceita participar. Enquanto o beijo acontece, o artista canta e interage com a cena.

Depois, o profissional leva a mulher para os bastidores. Em comentário nas redes sociais, o cantor afirmou que também pagou R$ 1 mil a ela e disse que esse tipo de interação faz parte de seus shows.

Reação e investigação
A Associação Nanismo Brasil (Annabra) repudiou o episódio, afirmando que a mulher foi exposta a uma situação vexatória. A entidade informou que acionaria o Ministério Público para apuração do caso.

A equipe do cantor e a prefeitura do município foram procuradas, mas não se manifestaram até a última atualização desta reportagem.

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