Em novo documentário, Suzane von Richthofen dá sua própria versão sobre morte dos pais
Reprodução / Redes Sociais Condenada pelo assassinato dos próprios pais, Suzane von Richthofen voltou a revisitar o passado em um documentário inédito. Na produção, com cerca de duas horas de duração, ela apresenta sua versão sobre o crime que chocou o país em 2002 e relembra episódios da infância e da relação familiar.
Segundo a coluna True Crime, do jornalista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, o longa teve uma pré-estreia restrita na Netflix e ainda não tem data oficial de lançamento.
No filme, Suzane descreve a infância em um ambiente que classifica como frio e marcado pela ausência de afeto. De acordo com ela, havia cobrança constante por desempenho e pouco espaço para diálogo dentro de casa. "Eu vivia estudando. Era só nota alta. Não tinha demonstração de amor", afirmou.
Ela também relata ter presenciado episódios de violência entre os pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ainda quando era criança. "Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível", disse. Segundo Suzane, o distanciamento familiar fez com que ela e o irmão, Andreas, criassem um vínculo mais próximo, funcionando como um refúgio dentro de casa.
Ao longo da produção, Suzane sugere que o ambiente doméstico contribuiu para o desfecho do crime, planejado por ela e executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, embora reconheça sua responsabilidade. "Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa. A culpa é minha. Claro que é minha", declarou.
O documentário também aborda o relacionamento com Daniel Cravinhos, que, segundo ela, intensificou os conflitos familiares e marcou um período de vida dupla, com mentiras e constantes discussões.
A produção ainda mostra a vida atual de Suzane, que cumpre pena em regime aberto. Há cenas da rotina com o atual companheiro, o médico Felipe Zecchini Muniz, e os filhos.
Ao final, Suzane afirma que tenta se desvincular da própria imagem do passado. "Aquela Suzane ficou lá atrás. A sensação é de que ela morreu junto com os meus pais", disse. Apesar disso, reconhece que continua sendo identificada em espaços públicos. "Você entra em um lugar e todo mundo olha", relatou.
Classificação Indicativa: Livre




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